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MARCAS PRÓPRIAS
Um conceito moderno que ganha cada vez mais espaço no mercado
(por Rosângela Demetrio, Jornal Empresas & Negócios, 3 de agosto de 2011, caderno Economia)
Há alguns anos, começaram a aparecer no mercado, produtos com a própria marca dos estabelecimentos que os vendiam. No início, foi algo que causou estranheza, mas que o consumidor aceitou quase sem resistência, pois aqueles produtos traziam um valor agregado muito importante, o preço mais atraente. Por exemplo, o preço do pacote de 5Kg de arroz que levava a marca do supermercado era tão bom quanto o outro mais famoso, porém o preço era aproximadamente 15% mais baixo. Esse fenômeno passou a criar mais produtos, gerar competição e exigir cuidados com qualidade, preço e design.
Marcas Próprias passou a ser, em pouco tempo, um negócio que requer processos especiais desde o seu desenvolvimento, passando pela produção e distribuição. A gestão da marca deve procurar entender os desejos e o comportamento do consumidor, oferecendo variedade, qualidade e preço.
Contando com a boa aceitação inicial do consumidor, o negócio de Marcas Próprias tornou-se uma tendência, que começou a surgir com mais força e maior abrangência.
Atualmente, segundo o Núcleo de Estudos da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), em 2010, foram criados 50.627 produtos com marcas próprias, 19,2% de tudo que foi lançado no mundo. No Brasil, a expansão desse tipo de produto acontece, em sua maioria, nas grandes redes, como Makro, Carrefour, Pão de Açúcar, Walmart, Farmais, Dia%, Avon, entre outras. O investimento em Marcas Próprias passou a ser considerado uma estratégia de vendas muito importante, capaz de garantir vantagem competitiva para os produtos no mercado. A confiança que o consumidor tem na marca determina se o produto vai vender ou não. Hoje, os principais segmentos que investem em Marcas Próprias são: cosméticos, higiene pessoal e alimentos.
No exterior, as feiras do setor de Marcas Próprias ocorrem anualmente em Chicago, nos Estados Unidos, e em Amsterdam, na Holanda. O objetivo é discutir os interesses e a expansão desse mercado. No Brasil, uma oportunidade de conhecer produtos com Marca Própria foi participar da feira ABAD (Convenção Anual do Atacadista Distribuidor e Sweet Brazil International), que este ano aconteceu entre os dias 8 e 11 de agosto, em Recife. Uma das expositoras do evento que está inserida no negócio de Marcas Próprias foi a LAGROTTA AZZURRA, expert no assunto. A empresa apresentou aos atacadistas e distribuidores, nacionais e internacionais, toda a sua farta linha de descartáveis, EPIs e Uniformes Profissionais constantemente renovada e ampliada de acordo com as tendências do mercado.
A LAGROTTA é um exemplo de empresa que, além de oferecer ao mercado produtos com a marca LAGROTTA AZZURRA, oferece produtos com a Marca Própria do cliente, participando ativamente de todo o processo de desenvolvimento desses produtos, no controle de qualidade, na criação das embalagens, tudo com a assinatura do cliente.
MERCADO & CONSUMO
28/06/2011 — Marcas próprias aumentam resultados da americana Walgreens
As vendas de produtos de marca própria contribuíram para que a rede americana de farmácias Walgreens, maior de seu país, tivesse no terceiro trimestre do ano fiscal (três meses fechados em 31 de maio) um aumento de 6,8% em seu faturamento, para US$ 18,4 bilhões. Considerando apenas lojas abertas há mais de 12 meses, o crescimento foi de 4,1%. Os produtos de marca própria foram considerados pelos consumidores uma alternativa mais em conta em um ambiente econômico ainda delicado. No trimestre, foram registradas 210 milhões de prescrições médicas, um aumento de 5,8% na comparação anual. Os lucros líquidos da varejista saltaram 30% em relação ao mesmo período de 2010, para US$ 603 milhões.
Fonte: Núcleo de Estudos do Varejo da ESPM.
Marca própria tem maior destaque no Carrefour
Varejista faz comunicação no PDV e dá privilégios aos seus produtos
A indústria deve estar tendo dificuldades com suas vendas na rede Carrefour. Isso porque o varejista tem dado maior destaque aos seus produtos de marca própria. Os exemplos abaixo não me deixam mentir. A rede vem colocando seus produtos nas gôndolas que privilegiam a escolha do consumidor por estar na altura de seus olhos. Não bastasse isso, há semanas em que é possível encontrar um trabalho forte de comunicação. Mas isso não é tudo. Produtos licenciados também têm chamado a atenção.
Fonte: Tatiana Lacerda, por Mundo do Marketing, 01/04/2011.
VAREJO
08/09/10 — Hipermercados lançam moda e marca própria em vestuário
SÃO PAULO - As grandes redes de hipermercados como Pão de Açúcar e Walmart começam a lançar novas tendências do segmento de vestuário, e apostam em marca própria, números maiores e linha fitness com a expectativa de aumentar em torno de 20% as vendas de roupas, calçados e acessórios dentro das lojas. De acordo com levantamento do Instituto de Estudos e Marketing Industrial (Iemi), o setor têxtil representa, em média, 5,5% da receita bruta de uma grande rede do setor.
No Walmart, as ações buscam dar impulso ao segmento e são voltadas ao potencial de compra dos consumidores que não acham alternativas em shoppings. "Nosso grande diferencial são as roupas de tamanhos alternativos, que muitas vezes não são encontradas em lojas de rua ou shoppings", disse César Roxo diretor de Vendas do Walmart.
As marcas próprias no setor têxtil são apontadas pelo executivo como diferencial na hora de escolher entre lojas em shoppings e hipermercados. Com relação às importações, hoje, o Walmart importa até 20% de todo produto vendido. "Não dá para falar com precisão quanto importamos, fica sempre na casa dos 15% a 20%", afirmou.
A variedade de roupas e produtos de cama, mesa e banho cresceu 48% em 2009 com relação a 2008, de acordo com pesquisa divulgada em agosto pela Nielsen; para 2010 o objetivo é manter a projeção de crescimento.
No exterior, as feiras do setor de marcas próprias ocorrem anualmente em Chicago nos Estados Unidos e Amsterdam na Holanda, reunindo mais de 3 mil empresas de 61 países, incluindo Brasil.
Para Roberto Nascimento, professor do curso de Gestão Estratégica de Marcas Próprias da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), as marcas próprias são a grande cartada dos hipermercados. "A ideia dos hipermercados é aumentar as margens de lucro, ofertando produtos de maior valor agregado com vantagem competitiva", disse.
A vantagem competitiva, no caso das roupas, é atrair os consumidores com produtos de design próprio. "Queremos mostrar que o cliente não encontra só alimento de marca própria, mas também pode se vestir em nossas lojas", disse Sidnei Fernandes Abreu, diretor da área têxtil do Grupo Pão de Açúcar. A rede de hipermercados investiu na reformulação das marcas próprias de vestuário no ano passado, quando montou uma área de design de moda para as marcas Cast, Boomy e Bambini. Com mais variedade, a venda de têxteis vem crescendo a taxas de dois dígitos na rede. "Nossa primeira estratégia foi mudar a percepção do público em relação às roupas de supermercado. Investimos no visual de merchandising da loja e em desenvolvimento de produtos em termos de qualidade e tendência de moda", disse Abreu.
No Walmart, a estratégia de mudança no conceito de compra de roupas do consumidor também foi feita com alterações físicas na loja. "Para desassociarmos a estrutura de hipermercado normal, criamos ambientes especiais com decoração diferente", afirmou Roxo. Sem anunciar os números, o executivo afirmou apenas que além das vendas em tamanhos especiais, o carro-chefe deste ano, tem sido a linha infantil e a surpresa positiva foi a linha fitness. "Essas duas são segmentos superbem vendidos.
Para Neide Montesano, presidente da Associação Brasileira de Marcar Próprias (Abmapro), o brasileiro aprendeu a comprar marcas próprias recentemente, mesmo com esse tipo de produto ter mais de 20 anos. "O crescimento das marcas próprias prova que o consumidor busca a relação custo-benefício", diz. Essa relação, de acordo com o especialista em consumo Roberto Meir, pode gerar 15% de economia e soma no valor agregado do produto. "A escolha por marcas próprias não é uma tendência é uma solução. Muitas vezes o cliente encontra marcas em que a qualidade é equivalente dentro dos hipermercados e passa a ser um cliente fiel", disse.
Mesmo com essa possibilidade, Luis Augusto Ildefonso da Silva, diretor de Relações Institucionais da Associação Brasileira de Shoppings (Alshop) não vê os supermercados como um risco de concorrência. "Talvez seja um pouco concorrente nos shoppings mais populares, mas não acho, pelo tratamento do cliente no shopping, que essa troca aconteça", disse ele.
Fonte: Núcleo de Estudos do Varejo da ESPM.
BR terá marca própria em suas lojas de posto
Meta da empresa é seguir o aumento do consumo da classe emergente e entrar na venda de alimentos com marca própria em seus postos
Nem só de venda de combustível e prestação de serviços automotivos nos postos viverá a BR Distribuidora (cujo nome oficial é Postos Petrobras), braço da exploradora de petróleo Petrobras. Agora, a meta da empresa é seguir o aumento do consumo da classe emergente e entrar na venda de alimentos com marca própria em seus postos e lojas de conveniência, com bandeira BR Mania.
Em entrevista exclusiva ao DCI, o gerente de Marketing da rede de postos da Petrobras Distribuidora, Renato Marques de Oliveira, comenta que no início deste ano a rede de lojas BR Mania teve um incremento de 33% em seu faturamento e, por conta disso, a rede, que conta hoje com 7.221 postos, dos quais 700 têm loja de conveniência, resolveu associar sua marca a produtos de grande consumo nas áreas de conveniência da BR Mania.
Além disso, neste ano, a empresa deve lançar uma linha própria de salgados, que serão comercializados na rede. O segmento contará com produtos como pão de queijo, coxinha, quibe e folhados. A empresa também terá, com a marca BR Mania Café, itens como brownie (bolo de chocolate), muffin (bolinho individual) e cookies (biscoitos), entre outros.
Até 2014, ano em que o Brasil irá sediar a Copa do Mundo de Futebol, a distribuidora pretende ter implantado 1.500 BR Mania nos seus postos de gasolina. ”O combustível hoje é considerado uma commodity, não podemos ficar restritos à sua comercialização. Estabelecemos nosso foco também nas lojas de conveniência”, contou o gerente da rede. (…)
Mercado – O segmento de postos de combustível no mercado brasileiro soma hoje mais de 37 mil postos de serviços e gerou, em 2009, mais de 340 mil empregos diretos e indiretos. A arrecadação de impostos foi da ordem de R$ 57 bilhões, e faturamento de R$ 192 bilhões.
Na área de lojas de conveniência, foram contabilizadas 5.500 unidades. Isso significa R$ 2,8 bilhões em faturamento.
Segundo o Sindicom, em 2009, os postos BR tinham a liderança do mercado (46,4%), seguidos dos postos Ipiranga (18,6%), Shell (15,6%). As bandeiras Esso, Texaco, Ale e Sarba dividem o restante.
Tatiana Lacerda, 17/08/2010.
Fonte: Núcleo de Estudos do Varejo da ESPM
MERCADO
Conforme o diretor presidente do Iemi, Marcelo Prado, o setor de roupas dentro dos hipermercados representa 6% do faturamento do setor têxtil - R$ 4,5 milhões por ano. "O mercado tinha potencial para crescer há alguns anos, chegou a simular um crescimento, mas parou", estima, Redes de hipermercados como Pão de Açúcar e Walmart começam a lançar novas tendências do segmento de vestuário, e apostam em marca própria, além de roupas de números maiores e de novas linhas de produtos para fitness, com a expectativa de aumentar em cerca de 20% as vendas de roupas, calçados e acessórios dentro de suas lojas.
"Nosso grande diferencial são as roupas de tamanho alternativo, que muitas vezes não são encontradas em lojas de rua ou shoppings", disse César Roxo, diretor de Vendas do Walmart. De acordo com ele, as marcas próprias do setor têxtil são o diferencial na hora de escolher entre lojas de shopping e hipermercado. O Walmart importa atualmente até 20% dos produtos que vende nesse segmento.
Para Roberto Nascimento, professor do curso de Gestão Estratégica de Marcas Próprias da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), as marcas próprias são a grande cartada dos hipermercados. "A ideia dos hipermercados é aumentar as margens de lucro ofertando produtos de maior valor agregado com vantagem competitiva", disse.
A vantagem, no caso das roupas, é atrair os consumidores com produtos de design próprio. "Queremos mostrar que o cliente não encontra só alimentos de marca própria, mas também pode se vestir em nossas lojas", disse Sidnei Fernandes Abreu, diretor da área têxtil do Grupo Pão de Açúcar. A rede de hipermercados investiu na reformulação das marcas próprias de vestuário no ano passado, quando montou uma área de design de moda para as marcas Cast, Boomy e Bambini.
Fonte: Núcleo de Estudos do Varejo da ESPM.
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